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Lá no fundo eu sempre soube que eu teria podido fazer muito mais sobre muitas coisas na minha vida, entretanto preferi lamentar-se, justificar-se, se fazer de coitado para tentar convencer a mim mesmo de que só aquilo já estava muito bom.

Não raro este sentimento continua me rondando, e agora mais do que nunca, principalmente no que diz respeito a exercícios físicos, na alimentação, no sono e na educação da minha filha pequena.

Quase todos os dias eu ainda finalizo com a mesma expressão: teria podido fazer muito mais.
Talvez o simples fato de pensar sobre isso já me seja um grande avanço em relação a me conhecer melhor neste aspecto, de entender que mesmo eu achando que aquele era o meu limite, na verdade, eu poderia ter feito muito mais e melhor.

Esse é o trabalho da consciência, que a cada pequeno momento de despertar consegue trazer lucidez à nossa vida e nos guia a fazer uma análise íntima sobre nossas atitudes.

Quem nunca sentiu aquela sensação de que aquilo que acabou de fazer ou falar não recebeu uma aprovação interna?
Tenho certeza de que estamos no mesmo time e o que realmente importa aqui, é o que faremos a esse respeito.

Nesta semana todos nós presenciamos um espetáculo na TV, no rádio, na internet e em todos os meios de comunicação: a polícia federal invadindo a casa de Lula e sua família e levando-o detido para prestar esclarecimentos.

Pela primeira vez na minha vida, eu consegui me conter e não emiti ou comentei absolutamente nada a respeito deste acontecimento. Nem a favor e nem contra. Apenas observei a reação das pessoas, os comentários no Facebook e os comentários que hora ouvi no rádio (não ousei tirar a minha TV do silêncio para acompanhar o espetáculo, apenas vi relances dos acontecimentos em TV’s de restaurantes).

Pela primeira vez, eu não senti aquela sensação nauseante e ao mesmo tempo de falsa felicidade que sentia ao ver na TV uma pessoa sendo execrada em público utilizando o falso pretexto de que ela merecia aquilo.

Se a minha consciência fosse colocar a julgamento todos os meus pecados, pensamentos, mortes internas, corrupções, falhas de conduta e de moral, com certeza o espetáculo teria como protagonista EU.

Eu percebi que condenava outras pessoas apenas para tirar o foco de mim mesmo, para me fazer sentir-se melhor que outro, para atenuar os meus erros e imperfeições. Enfim, para me sentir menos culpado…

Este não é um texto para prestar solidariedade a quem foi execrado, pois para prestar solidariedade a alguém é preciso primeiro ser solidário consigo mesmo e muito menos um texto para tentar defender alguém, aliás, para defender alguém eu preciso primeiro aprender a me defender. Será que consigo?

AQUELE QUE NUNCA PECOU QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.
(Jesus Cristo)

Eu já tinha lido esta frase diversas vezes durante a minha vida, mas recentemente eu a tenho ouvido mais vezes e percebo que agora estou começando a compreender o que realmente Jesus Cristo quis dizer com ela.

O pecado faz parte da existência humana e por isso nos foi dada a dádiva da consciência. Se você ouvir a sua consciência, será mais sábio e não condenará o outro, porque sabe que é pecador.

O maior juiz que existe neste planeta e que tem o peso de um gigante sobre o ser humano, é a sua consciência.
Quando um político corrupto for colocado diante de sua consciência mais desperta, o peso será insuportável e punições como cadeias ou coisas do tipo, serão como um playground.

Se você quer mudar o Brasil, sugiro que se afilie e vote no P.R.I. o Partido da Reforma Íntima e comece agora mesmo a sua reforma interior.

A única forma de mudar o Brasil e o mundo é mudar a si mesmo.
Quem precisa de mudança não é o mundo, é você!

Se você se tornar uma pessoa melhor, o mundo também se tornará em um lugar muito melhor e não o contrário.

A mudança acontece de dentro para fora e não ao contrário.

O que a sua consciência lhe diz?
A minha ainda continua dizendo: Teria podido fazer muito mais.

Escrevo este texto endereçado apenas a mim mesmo. Para que eu posso lê-lo mais tarde.
É mais uma forma de eu reforçar estas declarações e afirmações com a esperança de conseguir escrevê-las em pedra, para que jamais eu as esqueça novamente.

Tenha um ótimo domingo e aproveite para refletir :-)
Um abraço e até a próxima!

Rodrigo Telles

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