Eu não tinha planejado escrever sobre isso hoje, mas as experiências da última semana me trouxeram algumas reflexões e insights que me convenceram a escrever sobre isso e expor o meu ponto de vista do que hoje eu chamo de a doença humana mais contagiosa e amplamente disseminada na face da terra.

Está cada vez mais difícil encontrar pessoas que te recebem em um estabelecimento com esse sorriso da moça da foto.
Para falar sobre este tema, eu preciso primeiro contar uma pequena história que ajudará na compreensão do que vou falar aqui.

Quinta-feira, dia 03 de Setembro de 2015, 19:40 – São José do Rio Preto
Eu chego no hotel com certa facilidade guiado pelo GPS (maravilhas modernas) e estaciono na entrada. Entro e me direciono à recepcionista e digo com um sorriso um pouco cansado: Boa noite, eu tenho uma reserva! Escuto apenas “qual é o seu nome” em um tom nada amistoso. Logo algo dentro de mim “acorda” e me faz pensar: mais uma essa semana.
O diálogo segue mais ou menos assim:

- Já tem cadastro aqui?
- Não, é a minha primeira vez neste hotel
- Preciso de um documento

Eu lhe entrego um documento e o atendimento segue:

- CEP?
- Número?
- Casa ou apartamento?
- Telefone?

Eu começo a falar o telefone fixo e sou interrompido:

- Não, o celular…

Bem, acho que eu não preciso contar como esse atendimento termina né? Sem novidades!

Enquanto estou subindo o elevador faço a seguinte reflexão: esta semana já é a terceira pessoa que eu encontro com esta doença, algo está muito errado. O hotel em geral é muito bonito mas para mim isso se tornou totalmente irrelevante. Penso apenas que se ninguém me xingar até o final da minha estadia já estarei no lucro.

Depois de uns 15 minutos eu resolvo sair do hotel para comer algo e quando passo pela recepção, algo inusitado está acontecendo. O time de voleibol do Mogi das Cruzes acaba de chegar e a mesma recepcionista que me atendeu, agora está fazendo o chekin de todos (em torno de 25 pessoas). Penso: será castigo?

Isso me fez lembrar de um trecho do livro Pai Rico Pai Pobre, onde Robert Kyosaki fala algo mais ou menos assim:

A vida bate em você para ver se você aprende alguma coisa com isso. Alguns aprendem mas outros não entendem o recado, então a vida continua batendo em você na esperança que um dia você aprenda.

Afinal de contas, porque a recepcionista me atendeu tão mau? A resposta verdadeira nem eu e nem você jamais saberemos, entretanto eu vou arriscar um palpite baseado nas histórias e justificativas que ouço há 12 anos:

Ela está insatisfeita com seu trabalho e por isso acredita que se descontar nos clientes vai aliviar a sua frustração. Trabalha apenas pelo medo, medo de não ter dinheiro para pagar as contas.

A recepcionista não percebeu ainda que:

  1. Ela está profundamente doente;
  2. Ela está descontando na pessoa que paga o seu contra cheque, ou seja, está jogando contra si própria;
  3. Está trabalhando pelo motivo errado: o medo;

Ela não percebeu ainda tudo isso porque a doença a está cegando, da mesma forma que cega outras incontáveis pessoas neste planeta.

Trabalhar motivada pelo medo é uma das piores decisões que uma pessoa pode tomar em sua vida. Nosso cérebro não entende muito bem esse recado e começa a desenvolver uma doença.

QUE DOENÇA É ESSA?

Eu a chamarei de Síndrome do Coitadismo e da Falta de Propósito, resumindo SCFP.
Seu cérebro se torna um refém do medo e como você não trabalha por nenhum outro propósito, acaba desenvolvendo esta doença.

Eu tenho certeza absoluta que você consegue encontrar pelo menos umas 10 pessoas no seu dia a dia com esta doença, estou certo?
E deixa eu te contar um segredo, chega mais perto para ninguém ouvir, só aqui entre nós: uma dessas 10 pessoas pode ser você!

SE VOCÊ ME DESEJA O MAU EU TE DESEJO O BEM, AFINAL CADA UM OFERECE AQUILO QUE TEM.
Autor desconhecido

Um dado alarmante: essa doença é extremamente contagiosa. Se você ficar próximo de uma pessoa com esta doença por algum tempo, você também adquire a doença e ela pode ficar com você até o seu leito de morte, quando enfim ela se desfaz.

Quando você entra em uma loja e recebe um atendimento ruim, logo vai descobrir que este comportamento se repete em todos os funcionários da loja até o seu contato final com a pessoa do caixa. Não raro, o proprietário da loja geralmente é a pessoa que disseminou a doença inicialmente.

Falando desta forma, parece algo exageradamente dramático né? Mas não é exagero, algumas coisas quando são escritas realmente parecem exagero, porque são o que são.

Parece que este se tornou o estado normal da maioria das pessoas.

Eu venho tentando lutar contra isso com doses de bom humor, generosidade e energia positiva, pois antes eu acreditava que era apenas um comportamento, mas agora eu cheguei a conclusão de que é realmente uma doença, e de que é necessário muito mais do que isso para iniciar um processo de cura no doente.

Quem possui esta doença precisa passar por um processo de choque e revelação para acordar e sair deste estado.
No ano passado eu escrevi um artigo “Eu tenho uma verdade para te contar, quer ouví-la?” que conseguiu tirar algumas pessoas deste estado e se você conhece alguém com esta doença ou mesmo que a pessoa esteja no estado inicial de contágio, compartilhe este artigo com ela, com certeza essa pode ser a melhor coisa que você estará fazendo por ela.

Você conhece alguém que foi contaminado por esta doença? Utilize o campo de comentários abaixo e me conte como ela se comporta (não é necessário citar nomes) e vamos discutir juntos como podemos ajudar estas pessoas!

Um forte abraço e até semana que vem!

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